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Denize Savi compartilha hábitos saudáveis para desconectar e ser feliz

Celebrando o dia da felicidade Denize Savi compartilha com exclusividade dicas de hábitos saudáveis para desconectar e ser mais feliz!

Foto: Divulgação / Denize Savi

 

O dia da Felicidade foi instituído oficialmente em 2013 pela ONU, e hoje minha missão é lhe ajudar a desacelerar e perceber pequenos atos de felicidade no dia a dia. A maioria de nós confunde felicidade com alegria e prazer. No entanto, alegria é uma emoção e prazer é uma sensação, ambos constituem a felicidade mas não a definem por si só. E por não entender que felicidade não se resume a apenas estar alegre ou satisfeito, tendemos a buscá-la nos lugares errados.

Do ponto de vista da ciência, felicidade engloba dois pilares principais: emoções positivas e sentido/propósito de vida. Uma das principais pesquisadoras desse campo de estudo, a psicóloga e professora da Universidade da Califórnia, Sonja Lyubomirsky, afirma que “felicidade é uma experiência de contentamento e bem estar combinada a sensação de que a própria vida possui sentido e vale a pena”

O que ela quer dizer é que, felicidade é a construção de uma vida cuja balança tenha mais emoções positivas do que negativas. Isso traz uma sensação de contentamento, vivacidade, mas essa percepção só é possível se houver intencionalidade e comprometimento com a segunda parte da definição de Lyubomirsky, referente aos aspectos cognitivos, ou seja, a busca pelo autoconhecimento e inteligência emocional para dar conta das crises e dos desafios da vida. E uma pessoa que busca se conhecer, se desenvolver também busca um sentido, um propósito, algo pelo qual ela acorda todos os dias.

Foto: Divulgação/ Denize Savi


Entretanto, é nesse ponto - mais eudaimônico - da “fórmula da felicidade” que as pessoas se perdem. “Uma vida com sentido e propósito dá trabalho porque entra num lugar de autorresponsabilidade, de olhar para a própria vida e entender que felicidade não é ausência de problemas, mas sim a capacidade de lidar com eles. Tem muito mais a ver com resiliência e motivação para seguir em frente, mesmo diante dos desafios”. 

Acontece que, é difícil encarar as adversidades, lidar com o estresse, a raiva, a tristeza. Não queremos nos sentir mal. É muito mais fácil fugir dos problemas. E como fazemos isso? Buscando experiências que nos anestesiem, como compras, comida, jogos, redes sociais, qualquer coisa que nos dê prazer. 

“Somos todos viciados. Não conheço ninguém que não esteja lutando contra algum impulso de consumo. Em especial as redes sociais”. afirma Denize.

Em seu livro, “Nação Dopamina”, a Dra. Anna Lembke, psiquiatra e professora da Universidade de Stanford, diz que estamos vivendo em uma época de excessos, de acesso sem precedentes a estímulos de alta recompensa e alta dopamina: drogas, comida, notícias, jogos, compras, sexo, redes sociais. A variedade e a potência desses estímulos são impressionantes – assim como seu poder adictivo. Nossos telefones celulares oferecem dopamina digital 24 horas por dia, 7 dias por semana. Estamos todos vulneráveis ao consumo excessivo e à compulsão.


REDES SOCIAIS: do prazer ao sofrimento 

Foto: Ketut Subiyanto


Da mesma forma que rolar a barra do feed dispara dopamina na corrente sanguínea, isso também pode levar ao sofrimento. O excesso de prazer nos deixa infelizes.

Anna Lembke apresenta descobertas científicas que explicam como a dopamina, esse neurotransmissor de felicidade, até então associado exclusivamente ao prazer, pode gerar também sofrimento, já que estes dois sentimentos são processados em regiões sobrepostas do cérebro que funcionam como uma balança. Isso quer dizer que, quanto mais prazer sentimos, maior será o grau de sofrimento necessário para equalizá-los.

Além de impactar na fisiologia do cérebro, o uso excessivo das redes sociais acarreta outros problemas, como desatenção com os filhos, conflitos de relacionamento, improdutividade, além de desenvolver a síndrome F.O.M.O (Fear Of Missing Out) ou medo de ficar de fora. Como se, ao não estar inserido e acompanhando tudo, seríamos “excluídos”.

Nesse sentido, a Ciência da Felicidade, apresenta algumas práticas que nos ajudam a reduzir o uso excessivo das redes sociais adotando práticas saudáveis que vão ajudar a trazer mais felicidade e menos angústia para a nossa rotina.


Desconecte-se de maneira leve e feliz


Pratique atenção plena

Foto: Ron Lach


A tendência natural do ser humano é viver no modo automático. É um mecanismo do nosso cérebro para poupar energia. Por isso, quando algo se torna um hábito na nossa vida, não precisamos pensar para fazer, como dirigir e escovar os dentes por exemplo. E quando não estamos conscientes, ou seja, atentos ao que estamos fazendo, temos uma forte tendência ao escapismo, como checar o celular toda hora. Para fazer escolhas mais conscientes e saudáveis precisamos incluir na nossa rotina práticas contemplativas, como meditação e contato com a natureza. Isso nos ajuda a focar no presente. 


Detox Digital

Foto: Jean-Daniel Francoeur


Sabendo que o nosso cérebro transforma ações repetitivas em hábitos, e que quando algo se torna um hábito não precisamos nos esforçar para fazer, que tal estabelecer um momento na agenda para se desconectar? Coloque o detox digital na sua agenda e faça isso com regularidade e comprometimento até que você nem precise se esforçar para ter essa pausa. O ideal é que o horário sem celular seja uma ou duas horas antes de dormir. Já está comprovado que a luz branca emitida pelos smartphones, tvs e computadores prejudica o sono.  


Ritual de Relaxamento

Foto: Ron Lach


Desenvolva uma rotina relaxante antes de dormir que não envolva dispositivos eletrônicos. Ler um livro, tomar um banho quente, praticar técnicas de relaxamento ou meditação são atividades que ajudam a reduzir o estresse e preparar o corpo e a mente para uma boa noite de sono.


Faça um diário de gratidão

Foto: Alina Vilchenko

O hábito de escrever diariamente situações que somos gratos nos ajuda a prestar mais atenção às coisas mais óbvias e que são muito importantes mas que muitas vezes não nos damos conta disso. Essa prática forma novas conexões neurais que fazem com que o cérebro passe a escanear situações positivas, enxergar oportunidades e encontrar soluções para situações desafiadoras da vida.  


Cuide das suas relações da vida real

Foto: Kampus Production


O maior estudo sobre o desenvolvimento humano, realizado pela Universidade de Harvard revelou que uma vida feliz é uma vida com boas conexões sociais e bons relacionamentos. Os nossos vínculos mais fortes, com amigos e família, são os fatores de maior influência na nossa felicidade. Isto é, eles impactam diretamente na qualidade do nosso bem-estar e da nossa saúde, além de serem determinantes para a longevidade.

As pessoas que investem tempo de qualidade e têm uma atenção especial com suas relações mais próximas sentem mais contentamento pela vida e mais percepção de felicidade. Elas entendem que a felicidade acontece no agora. Não existe amanhã e o ontem já passou. Por isso eu te pergunto: você está passando tempo de qualidade com as pessoas que mais gosta? Tempo de qualidade é estar 100% presente. Não só na companhia de alguém, mas em tudo que fazemos.


Tenha um hobbie

Foto: Karolina Grabowska


Engajar-se em hobbies ou atividades que promovem um estado de fluxo, onde você fica tão absorvido na tarefa que perde a noção do tempo, pode aumentar significativamente a satisfação e a felicidade. Seja através de arte, leitura, música, culinária ou exercício físico, encontrar e dedicar-se a atividades que você ama ajuda a desviar o foco das mídias sociais e enriquecer sua vida.


Pratique uma atividade física

Foto: Nathan Cowley


Outro grande aliado no auxílio do “detox digital” é a prática de atividades físicas. Isto posto que ajuda, diretamente, no controle do uso das redes sociais, pois além de estar ocupado com outras atividades e esportes que nos beneficiam em autocuidado e saúde, também é liberado os hormônios de serotonina e endorfina, que estão ligadas às sensações de felicidade e bem-estar.


Que possamos encontrar a felicidade no viver de forma completa, presente e com pura atenção ao que é insubstituível. Lembre-se que tristeza extrema e persistente são sintomas que necessitam de ajuda médica, não hesite em cuidar do bem mais precioso que pode existir, VOCÊ.

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