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Vinhos com Uvas Locais: O Guia das Castas Autênticas

Uvas autóctones trazem sabor único, sustentabilidade e história para vinhos que conquistam Brasil e mundo.

Foto: Pinterest

Num mundo cada vez mais voltado à autenticidade, à sustentabilidade e à diversidade, um movimento tem se destacado entre produtores, sommeliers e consumidores atentos. O resgate das uvas autóctones, aquelas castas nativas profundamente ligadas ao território onde surgiram, está voltando ao centro da produção vinícola como um gesto de preservação cultural e uma aposta para o futuro do vinho.

Foto: Pinterest


Ao contrário das uvas internacionais amplamente difundidas, como Cabernet Sauvignon, Merlot ou Chardonnay, as autóctones evoluíram dentro de contextos locais, moldadas ao longo de séculos pelo solo, clima e práticas agrícolas da região. Isso confere a elas uma identidade única, muitas vezes distante do padrão global, mas extremamente rica em expressão de terroir.

A redescoberta dessas variedades está relacionada a mudanças de mentalidade no mercado e no consumo. Em tempos de crise climática, castas mais resistentes e adaptadas ao ambiente natural representam uma alternativa mais sustentável, exigindo menos irrigação e insumos químicos. Além disso, a ampliação da biodiversidade nas vinhas é uma estratégia essencial para preservar a saúde dos ecossistemas e garantir a longevidade da vitivinicultura.

Foto: Pinterest


O que também move esse renascimento é o desejo por narrativas. O vinho hoje é mais do que bebida. É memória líquida, herança agrícola e expressão sensorial. O consumidor contemporâneo busca rótulos com histórias que revelem algo da terra e das pessoas que os produzem.

A lista de uvas autóctones que voltam a ganhar notoriedade é extensa e fascinante. Em Portugal, a Baga, por anos considerada rústica demais, é agora celebrada por sua potência e longevidade, especialmente na Bairrada. Na Espanha, a Mencía, cultivada em regiões como o Bierzo, conquista pelo frescor e perfil aromático único. A georgiana Saperavi, utilizada há milênios em vinhos ancestrais fermentados em ânforas de barro, retorna como símbolo de tradição e inovação ao mesmo tempo. Arinto, Trepat, Grillo e Frappato são algumas das castas com peculiaridades próprias e potencial para experiências surpreendentes.

No Brasil, o movimento também avança. Uvas como Isabel Precoce, Lorena e Niágara Branca, frequentemente associadas à viticultura de mesa, vêm sendo reinterpretadas por produtores artesanais e naturais com resultados cada vez mais interessantes. O foco está na mínima intervenção e no respeito ao terroir, o que transforma essas variedades em matéria-prima para rótulos autorais cheios de frescor e identidade.


Strofilia Mountain Fish (Grécia, Agiorgitiko)

Uva: Agiorgitiko

Produtor: Strofilia Winery

Estilo: Tinto leve a médio corpo

Notas de degustação: Frutas vermelhas frescas, especiarias suaves e taninos macios. Um vinho jovem e gastronômico, ideal para carnes brancas grelhadas, massas e queijos semiduros.


Strofilia Terra Passage (Grécia, Savvatiano e Malagousia)

Uvas: Savvatiano e Malagousia

Produtor: Strofilia Winery

Estilo: Branco seco e aromático

Notas de degustação: Frutas cítricas, florais brancos, leve mineralidade e boa acidez. Fresco, equilibrado e ideal para pratos mediterrâneos, saladas, frutos do mar e cozinha vegetariana.


Vinho Brasileiro com Isabel Precoce: Pôr do Vale Isabel 750ml

Uva: Isabel Precoce

Produtor: Vinícola Pôr do Vale (Serra Gaúcha)

Estilo: Tinto seco, corpo leve a médio

Notas de degustação: Apresenta cor vermelho vivo, aroma característico lembrando framboesa, paladar frutado, leve e com acidez equilibrada. Ideal para acompanhar carnes, massas, queijos, frutos do mar e pratos leves. Recomenda-se servir a 16°C.


Mencía El Castro de Valtuille Joven (Espanha, Bierzo)

Uva: Mencía

Produtor: Castro Ventosa

Estilo: Tinto jovem e vibrante

Notas de degustação: Cereja, violeta, ervas frescas e leve mineralidade. Taninos sutis e acidez refrescante. Ideal para quem aprecia tintos mais leves e gastronômicos.


Espumante Gramona La Cuvee Brut 2019 (Espanha, Corpinnat)

Uvas: Xarel·lo (55%), Macabeo (35%) e Parellada (10%)

Produtor: Gramona (Penedès, Espanha)

Estilo: Espumante branco extra brut

Notas de degustação: Aromas de frutas brancas maduras como maçã dourada e pêssego, seguidos por notas florais, ervas, frutos secos e fermento. No paladar, apresenta acidez vibrante, textura cremosa e final longo e refrescante.


Com o crescimento do interesse por essas castas, aumentam as opções de compra e o desejo de descobrir sabores fora do óbvio. Valorizar o que é local, raro e que carrega história projeta o vinho para um futuro mais plural e conectado às suas origens. Mais do que uma tendência, esse é um novo capítulo da enocultura com mais identidade, diversidade e alma em cada garrafa.

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