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Quando Niemeyer vira joia: Carla Amorim revisita a arquitetura brasileira

Carla Amorim revisita a arquitetura de Oscar Niemeyer em joias que unem geometria, diamantes e design brasileiro.

Foto: Divulgação

A arquitetura modernista brasileira ganha novas formas na joalheria de Carla Amorim. Em REVER Série 2, segundo capítulo do projeto que antecipa os 35 anos da marca, a designer parte da obra de Oscar Niemeyer para transformar linhas, volumes e proporções arquitetônicas em peças de design contemporâneo.

Lançada em continuidade à primeira série de REVER, apresentada em abril, a coleção amplia o olhar sobre a própria trajetória da joalheria. Se o primeiro capítulo revisitou criações icônicas desenvolvidas há mais de duas décadas, agora a inspiração vem de um dos maiores nomes da arquitetura brasileira, criando uma ponte entre memória, arte, design e joalheria.

Foto: Divulgação


“REVER nasceu como um olhar para a nossa própria história, mas também como uma forma de criar novos diálogos a partir dela. Nesta segunda série, a arquitetura brasileira surge como inspiração para transformar formas, proporções e volumes em joias que carregam memória, cultura e contemporaneidade”, explica Carla Amorim, designer e fundadora da marca.


Geometria que vira joia

Na REVER Série 2, a linguagem de Niemeyer aparece menos como reprodução literal e mais como uma investigação sobre formas. As linhas geométricas, os volumes e as proporções da arquitetura modernista são traduzidos em lapidações e acabamentos que dão às joias uma presença quase escultórica.

Foto: Divulgação


As lapidações baguete e princess assumem protagonismo, reforçando o desenho geométrico das peças e trazendo aos diamantes uma estética precisa, sofisticada e muito contemporânea.

Entre os destaques está o Anel Brasília, que ganha uma nova leitura a partir de um desenho criado pela marca há mais de 30 anos, inspirado no Congresso Nacional. A identidade original permanece, mas a peça recebe uma atualização marcada pelo ouro polido e pelo diamante em lapidação emerald cut.

É justamente nessa relação entre passado e presente que REVER encontra sua força. A joia não aparece apenas como uma releitura, mas como um objeto capaz de carregar diferentes momentos da história do design brasileiro.

Foto: Divulgação


Outro destaque é o Colar Riviera, clássico absoluto da joalheria que passa pela interpretação autoral de Carla Amorim. Desenvolvida com diamantes em lapidação baguete, a peça incorpora elementos característicos do design da marca e ganha uma leitura mais arquitetônica e contemporânea.

A coleção também aposta na versatilidade com três modelos de colares de diamantes que podem ser usados em diferentes alturas graças à regulagem de comprimento. O detalhe que amplia as possibilidades de styling é o encaixe para berloques, permitindo novas composições e maneiras de usar as peças.

Foto: Divulgação


Além dos diamantes, a paleta de materiais incorpora ônix, malaquita e ágata vermelha, trazendo cor, textura e contraste para a coleção. O resultado mantém o refinamento da alta joalheria, mas adiciona uma dimensão mais gráfica e experimental ao conjunto.

Foto: Divulgação


Entre a monumentalidade de Brasília e a delicadeza de um diamante, a coleção encontra um ponto interessante: aquele em que arquitetura e joalheria deixam de ser universos tão distantes. No trabalho de Carla Amorim, linhas podem virar volumes, volumes podem virar formas e formas podem permanecer como memória.

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