NV Inverno 2026: entre memória e estilo
- Danielle Moreira

- há 5 dias
- 2 min de leitura
Entre memória, textura e tempo, a NV traduz o espírito das Vintage Fairs em uma coleção de Inverno 2026 marcada pelo garimpo sofisticado.

Foto: Divulgação
Como em uma feira vintage onde o olhar atento separa o ordinário do excepcional, a NV constrói seu Inverno 2026 a partir do gesto do garimpo. A coleção nasce do encontro entre memória, tempo e estilo, traduzindo o conceito de Vintage Fair em uma narrativa visual sofisticada, plural e profundamente conectada ao DNA da marca.

Foto: Divulgação
Sob a direção criativa de Nati Vozza, a temporada propõe uma leitura contemporânea de referências que atravessam décadas. Ecos do grunge surgem em contraste com códigos náuticos, o hip chic aparece suavizado por uma alfaiataria clássica que se reinventa, e o resultado é um inverno que valoriza sobreposições, texturas e o prazer do styling pensado com calma.
Foto: Divulgação
A coleção percorre vestidos, macacões, blusas, camisas, jaquetas, tricôs, calças, bermudas e saias, todos construídos a partir de uma paleta de tons neutros e profundos. São cores que não disputam atenção, mas sustentam o olhar, permitindo que cada peça se revele no uso, na combinação e na forma como ocupa o corpo.
Os tecidos funcionam como fio condutor dessa narrativa. Tweeds, tricôs encorpados, jeans, rendas e couro dialogam entre si, criando camadas visuais que remetem à estética do tempo vivido. Estampas florais, xadrezes, animal print e camuflados aparecem como fragmentos de memória, reforçando a ideia de coleção como curadoria e não como tendência imediata.
Foto: Divulgação
Os detalhes aprofundam o discurso. Babados convivem com bolsos cargo, alfaiatarias de cortes clássicos ganham novas proporções, decotes degagê suavizam a estrutura e jaquetas bomber e cintos com metais introduzem um peso utilitário que equilibra força e delicadeza. Nada é excessivo, tudo é construído para durar.
No Inverno 2026, a NV não propõe nostalgia, mas permanência. Uma moda que entende o passado como repertório e o presente como espaço de experimentação, onde cada look carrega a sensação de descoberta, como um achado raro em meio a uma feira que só revela seus tesouros a quem sabe olhar.



























