Montblanc: um século de couro, histórias e design
Na Soho House São Paulo, a Maison celebrou 100 anos de excelência em couro e 120 anos de cultura da escrita em uma manhã que conectou tradição, criatividade e novos olhares sobre o luxo.

Foto: Divulgação
Algumas histórias são escritas com tinta. Outras ganham forma no couro, nas viagens e nos objetos que passam a fazer parte da vida. No dia 3 de novembro, estivemos na Soho House São Paulo para uma celebração que reuniu esses dois universos em torno da trajetória da Montblanc: 120 anos dedicados à cultura da escrita e um século de excelência artesanal em artigos de couro.
A manhã foi pensada como um convite a entrar no universo da Maison. Em vez de uma apresentação convencional, encontramos instalações, objetos e experiências que revelavam diferentes camadas de sua identidade. Um dos destaques foi a Árvore da Escrita, instalação trazida diretamente da Alemanha, que traduz visualmente o poder das palavras e das ideias que nascem do gesto de escrever.

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Também vinda da matriz, a escrivaninha de Marco Tomasetta, diretor artístico da Montblanc desde 2021, apresentou um pouco do processo criativo por trás das coleções. Materiais, formas e referências dividiam espaço em uma composição que revelava como a tradição pode servir de ponto de partida para novas interpretações de design.
E, em tempos de mensagens instantâneas, escrever à mão ganhou um significado especial. As experiências de caligrafia e o envio de cartões-postais trouxeram uma pausa interessante à programação, resgatando o prazer de escolher as palavras, registrar pensamentos e transformar uma mensagem em algo que pode ser guardado. Um gesto simples, mas cada vez menos presente na rotina digital.

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Entre as experiências, os artigos de couro naturalmente ocuparam um lugar importante. Afinal, a relação da Montblanc com a marroquinaria começou há exatamente 100 anos, em 1926, quando a Maison desenvolveu seus primeiros estojos para proteger e transportar instrumentos de escrita durante viagens. O que nasceu de uma necessidade prática se transformou em uma linguagem própria dentro de seu repertório de design.
Da escrivaninha às viagens
A evolução dessa história aparece nas criações contemporâneas da Maison, que exploram cores, texturas, proporções e soluções funcionais sem perder a conexão com suas origens. Sob a direção artística de Marco Tomasetta, o couro ganha novas possibilidades, em peças que transitam entre acessórios pessoais e objetos de viagem.
A bolsa The Writing Traveler foi um dos grandes destaques da celebração. Inspirada em um gabinete de curiosidades, a criação combina referências à escrivaninha tradicional com uma proposta de organização que contempla diferentes objetos do cotidiano. Seus compartimentos foram pensados para acomodar desde instrumentos de escrita e cadernos até pequenos artigos de couro e relógios.
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Mais do que uma bolsa de viagem, a peça propõe uma espécie de universo portátil, no qual cada objeto encontra seu lugar. É também uma maneira de revisitar a origem da marroquinaria da Montblanc, atualizando a relação entre escrita, mobilidade e design.
A história da Maison começou em 1906, impulsionada pelo desejo de desenvolver uma caneta-tinteiro com reservatório próprio de tinta, uma inovação que transformou a experiência de escrever. Desde então, a Montblanc expandiu sua atuação para diferentes categorias, como artigos de couro, relógios e acessórios, mantendo o artesanato e a inovação como pilares de sua identidade.
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Ao longo da celebração em São Paulo, essa trajetória apareceu não apenas nos produtos, mas também nos detalhes e nas experiências propostas. A Montblanc mostrou como uma herança de 120 anos pode continuar relevante quando existe espaço para experimentar, reinterpretar e criar.
No fim, entre canetas, couro e objetos pensados para acompanhar diferentes jornadas, a mensagem que ficou é interessante: o verdadeiro valor de uma criação também está nas histórias que ela passa a carregar. E algumas merecem ser escritas à mão.



